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Devido à elevada exportação dos EUA, os preços da soja devem se manter firmes nos próximos cinco a sete meses, mas pode ser pressionado posteriormente por uma mais colheita na América do Sul em 2013 e fraca demanda global por biocombustíveis, disse nesta terça-feira a consultoria alemã Oil World.

“Nós deveremos ver um recorde de vendas de soja dos Estados Unidos entre setembro de 2012 e fevereiro de 2013, colocando a logística em teste e mantendo os preços sustentados”, disse a consultoria.

A Oil World projeta que as exportações de soja dos EUA vão aumentar em quase 40 por cento entre setembro 2012 e fevereiro 2013, para compensar as áreas atingidas pela seca na América do Sul este ano. Mas uma esperada recuperação na colheita da América do Sul em 2013 vai começar a pressionar os preços no início do próximo ano, disse a Oil World.

“A tendência de preços firmes esperada para os próximos cinco a sete meses e a perspectiva de queda nos preços depois vai afetar principalmente o farelo de soja como principal produto e apenas levemente o óleo de soja”, disse a empresa.

Mas a fraca produção de biocombustíveis também pode enfraquecer os preços do óleo de soja nos próximos meses, de acordo com a Oil World. “A previsão de desaceleração no crescimento na produção global de biodiesel em 2012/13 deve pressionar para uma queda nos preços do óleo de soja e outros óleos.”

A produção brasileira de biodiesel caiu em março e abril de 2012, apesar de expectativa de aumento, disse a consultoria. Isto contribuiu para uma exportação de óleo até agora em 2012 maior do que a esperada, disse a Oil World.

Fonte: Reuters

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